A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), no âmbito de inquérito titulado pelo DCIAP, desencadeou esta terça-feira, dia 25, uma operação policial para cumprimento de cerca de 50 de mandados de busca e 17 mandados de detenção, em Beja, Portalegre, Figueira da Foz e Porto, em que se investigam crimes de auxílio à imigração ilegal, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Em comunicado, a PJ adianta que em causa está uma organização criminosa que controlava centenas de trabalhadores estrangeiros, a maioria em situação irregular em Portugal.

A organização actuava, segundo a PJ, «através de empresas de trabalho temporário, criadas para o efeito, aproveitava-se da vulnerabilidade dos mesmos, explorando-os, cobrando alojamentos e alimentação e mantendo-os sob coacção através de ameaças, havendo mesmo vários episódios de ofensas à integridade física»

Entre os detidos estão 10 militares da GNR e um elemento da PSP, suspeitos de «facilitarem a acção do grupo criminoso».

Ao longo de vários meses, a PJ realizou inúmeras diligências investigatórias que permitiram obter indícios e elementos incriminatórios, bem como traçar o quadro geral do funcionamento deste grupo violento, de estilo mafioso.

Nesta operação, a PJ contou com a colaboração e suporte da GNR.

Os detidos serão presentes ao Ministério Público.

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