entidão

SINOPSE

O Tempo das Coisas ou Os Processos da Lentidão é um espetáculo que parte do conceito de lentidão na sua relação com a velocidade, desafiando as relações do corpo na contemporaneidade, através da interseção entre a dança e a performance. Cocriado e interpretado por Maria Belo Costa e Peter Michael Dietz, com paisagem sonora criada por Defski, materializa-se num objeto performático, que visa problematizar a temporalidade nas representações na arte e na sociedade, associados à noção expressiva de lentidão.

FICHA ARTÍSTICA

Direção Artística, Cocriação e Interpretação Maria Belo Costa

Cocriação e Interpretação Peter Michael Dietz

Produção Patrícia Lima

Paisagem Sonora Defski

Desenho de Luz e Direção Técnica José Martins

Projeto Gráfico e Fotografia Helder Milhano

Vídeo Simão Lopes

Excertos do livro de André Barata “E se parássemos de sobreviver”

ENQUADRAMENTO

O Tempo das Coisas ou Os Processos da Lentidão é um projeto que interpela o conceito de lentidão na sua relação com a velocidade. As sociedades contemporâneas de consumo excessivo, híper conectadas, estão esmagadas pela imposição FAST. Tudo deve cumprir esse desígnio, todos os processos são acelerados e urgentes, tudo deve estar à distância de um clic. Sendo a velocidade encontrada pela duração que um determinado espaço leva a ser percorrido, substitui-se a experiência da viagem pela necessidade de ir de um ponto ao outro num ápice. Os tempos da espera, do não fazer nada são eliminados, bem como os tempos do pensamento – processos bioquímicos lentos – e da contemplação. Neste projeto de criação de um espetáculo, a lentidão interessa-nos como um movimento de resistência. A lentidão não é peso, não é imobilidade, não é fechamento, mas o oposto. A lentidão surge como oportunidade para novas reflexões, novos modos de pensar, agir e estar. Talvez seja justo dizer que precisamos hoje de recuperar as pessoas da lentidão e os seus movimentos, que integram o respeito pelo mundo natural, naquilo que é o seu tempo próprio de ser, crescer e se manifestar.

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